Gerenciamento de riscos em projetos em 6 passos práticos

O gerenciamento de riscos em projetos é fundamental para minimizar a possibilidade de falha e maximizar a possibilidade de sucesso.

Gerenciar os riscos é avaliar com critério pontos que poderão prejudicar o andamento de determinado projeto. Além disso, busca antecipar situações, propondo ações que visam evitar que os riscos ocorram.

Para isso, é necessário ter um processo prático para a avaliação e monitoramento constante dos riscos em um projeto.

Neste artigo você poderá conhecer os 6 passos práticos indicados pelo PMBOK® para gerenciamento de riscos em projetos.

É essencial para uma avaliação correta dos riscos ter consciência de dois aspectos básicos, que são a probabilidade de o risco acontecer e as possíveis consequências oriundas da ocorrência do risco. Sem estes dois componentes identificados de forma clara fica inviável avaliar de forma qualitativa ou quantitativa as consequências do risco.

Veja a seguir os seis passos para elaborar um bom gerenciamento de riscos em seus futuros projetos.

6 Passos para o gerenciamento de riscos em projetos

passos para o gerenciamento de riscos em projetosPara ter sucesso com um bom gerenciamento de riscos é importante ter conhecimento e experiência na área de atuação. É quase impossível identificar alguns riscos caso você não tenha passado por eles.

Por isso, é necessário ter conhecimento de causa. Como dirigir por uma estrada com consciência dos buracos, curvas perigosas e possíveis armadilhas que você pode encontrar.

Os seis passos para o gerenciamento de riscos são:

  • Planejar o gerenciamento de riscos;
  • Identificar os riscos;
  • Realizar a análise qualitativa de riscos;
  • Realizar a análise quantitativa de riscos;
  • Planejar a resposta aos riscos;
  • Controlar e monitorar os riscos.

1 – Planejar o gerenciamento de riscos:

O primeiro passo para o gerenciamento de riscos em projetos é planejar como será feito o gerenciamento dos riscos no projeto em questão.

Este planejamento envolverá aspectos básicos como a atribuição de responsabilidades, prazos para elaboração do documento, recursos que serão utilizados e formato dos relatórios.

Além disso o planejamento tem função de indicar outros aspectos importantes como a categorização dos riscos, indicação de probabilidade e consequências dos riscos e os limites de tolerância admitidos no projeto.

2 – Identificar os riscos:

O segundo passo é a identificação dos riscos. Ou seja, é a avaliação criteriosa do projeto em busca dos riscos que poderão ocorrer ao longo da execução do mesmo.

Esta identificação deve ser elaborada no início do projeto, sendo possível desta forma prever possíveis problemas, antes mesmo de iniciar as atividades.

Entretanto, todo projeto está sujeito a imprevistos e riscos não previstos podem surgir durante a execução do projeto. Por isso, a identificação de riscos deve ser feita constantemente e de forma iterativa.

Antecipar a ocorrência de alguns riscos enquanto o projeto está em andamento é essencial para que o mesmo seja bem-sucedido.

3 – Realizar a análise qualitativa de riscos:

Para dar continuidade no processo de gerenciamento de riscos em projetos é necessário realizar uma análise qualitativa dos riscos identificados no passo anterior.

A análise qualitativa é uma avaliação subjetiva da probabilidade, consequências e prioridades para cada um dos riscos apontados.

Esta análise é responsável por identificar quais são as urgências do projeto. O que deve ser resolvido em primeira mão e o que pode esperar. Uma boa análise qualitativa depende da experiência e do conhecimento do responsável pela atividade.

É nesta fase que serão identificados os principais riscos, para serem avaliados de forma quantitativa no próximo passo.

4 – Realizar a análise quantitativa de riscos:

Este quarto passo é fundamental em grandes projetos, mas pode não ser necessário em pequenos projetos.

A análise quantitativa tem como objetivo avaliar numericamente as possíveis consequências oriundas dos principais riscos identificados na fase anterior.

Esta análise não é feita para todos os riscos. Ela é elaborada somente para os riscos que poderão causar consequências substanciais no desenvolvimento do projeto, ou seja, os riscos que são prioritários.

O objetivo é traduzir as consequências subjetivas em valores numéricos, em especial financeiros. Assim, é possível ter consciência do impacto que determinados riscos podem causar.

5 – Planejar a resposta aos riscos:

O quinto passo de um gerenciamento de riscos em projetos é elaborar um plano de resposta aos riscos identificados.

Nesta fase serão planejadas ações para reduzir a possibilidade de ocorrência de determinados riscos, além de ações para mitigar as consequências caso ocorra algum risco identificado.

É certo que durante a avaliação de riscos também é possível identificar boas oportunidades para o projeto. Neste caso serão planejadas ações para potencializar a possibilidade de ocorrência destas boas oportunidades.

6 – Controlar e monitorar os riscos:

O último passo para o gerenciamento de riscos em projetos é a implementação das ações planejadas para reduzir os riscos e potencializar as boas oportunidades.

Esta etapa também é fundamental para o monitoramento dos riscos e ações que estão sendo implementadas.

É necessário verificar a eficácia das ações e administrar possíveis efeitos não previstos de ações implementadas. Ou seja, gerenciar os riscos residuais que não haviam sido previstos.

É na fase de monitoramento que são identificados novos riscos, que fazem com que o processo de gerenciamento de riscos torne-se iterativo.

Considerações finais

Implementar um bom gerenciamento de riscos em projetos na sua empresa poderá colaborar muito com a eficiência dos projetos que serão executados.

Este tipo de gerenciamento faz com que os recursos sejam aplicados com mais segurança. Sem este tipo de análise é impossível avaliar com segurança as incertezas de qualquer operação.

Vale deixar claro que o gerenciamento de riscos não é nenhuma bola de cristal e que imprevistos podem sempre acontecer. Acima de tudo, os riscos identificados são previstos e são avaliados subjetivamente. Erros podem acontecer, mas não tiram os méritos de um bom gerenciamento de riscos.

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